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Leonardo relata sofrimento em prisão portuguesa após luta pela liberdade
          Ainda na correspon-dência, Leonardo relata: “Porém, ao passar o rio Parnaíba, o oficial que guarnecia o respectivo porto prendeu-me e conduziu-me para a vila de Brejo, donde fui remetido para o Maranhão, dizendo-se na parte oficial dirigida ao governo daquela província que eu era o homem mais perigoso do Piauí”.
          Diz ainda na correspondência: “Recolhido ali à prisão da Ponta da Areia, fui processado pelo ouvidor do crime, ficando incluso em muitos artigos criminais! Mandaram-me depois para Lisboa, e finalmente fui ter à cadeia do Limoeiro, em cuja prisão fui muito socorrido pelo deputado do Piauí Dr. Miguel de Borges Leal Castelo Branco, e pelo coronel maranhense Honório José Teixeira, que então se achavam em Lisboa”.
Leonardo das Dores foi indultado, juntamente com outros presos políticos, pelo rei D. João VI, retornando ao Brasil. Envolveu-se, posteriormente, em outros movimentos revolucionários. Mas estudiosos afirmam que ele foi o principal líder do movimento emancipacionista do Meio-Norte do Brasil.
          A seu respeito, o jornalista e escritor Herculano “teve vida atribulada e aventureira, transformando-se na figura central de uma revolução regional que consolidaria a independência do Brasil, pois as forças monarquistas mantinham-se dispostas a continuar dominando as províncias desta parte do Brasil”.
          Muito cedo, obcecou-se pela solução do problema do moto-contínuo imaginado por Arkwright, por um mecanismo de sua própria invenção. Informa Herculano Moraes: “Mas a idéia adormeceu com o desfecho dos acontecimentos políticos em que esteve envolvido. Morreu como herói aos 85 anos de idade, no sítio Barro Vermelho, município de Barras, no dia 12 de junho de 1873. (T.R.)