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O PIAUÍ NAS
LUTAS DA INDEPENDÊNCIA
D. Pedro I, após o 7 de setembro, ainda continuou como Príncipe Regente
até 12 de outubro quando foi aclamado Imperador do Brasil.
Após a aclamação do imperador, algumas províncias ainda continuavam
fiéis às ordens de Portugal, surgindo por isso, conflitos em terras
brasileiras. Campo Maior e Parnaíba foram as primeiras vilas a se manifestarem
favoráveis a Independência, após o grito de D. Pedro às margens do Riacho
Ipiranga. Oeiras, a capital, estava fiel a Portugal. Em Campo Maior, Lourenço
de Araújo Barros inicia a fabricação de pólvora como uma preparação para o
movimento Lourenço foi denunciada e teve que responder pelo jeito em Oeiras,
perante a junta governativa. Em Parnaíba, a 19 de outubro de 1822, foi
proclamado a Independência do Piauí por: Simplício Dias, João Cândido de
Deus, Domingos e outros.
De Oeiras, os dirigentes portugueses enviaram a Parnaíba, o chefe das armas João
José da Cunha Fidié com suas tropas, cujo objetivo era sufocar o movimento dos
rebeldes a Coroa Portuguesa.
A força a organização, o poderio prevaleceram. Os combatentes tomaram
a cidade tranqüilamente, sem dispararem um só tiro.
Com a saúde da chefe das armas de Oeiras explode o movimento
separatista. Os independentes proclamaram a independência elegeram uma junta de
Governo Provisório.
Fidié deixa Parnaíba e se dirige a Oeiras, mas, próximo a Campo Maior, às
margens do riacho Jenipapo, trava violenta batalha com os independentes que se
achavam refugiados ali, a espera de Fidié.
Fidié vence a batalha por disciplina e armas, mas perde seu equipamento
de guerra que fora roubado. Impossibilitado de enfrentar os independentes em
Oeiras, regue em direção ao Estanhado (União), indo rumo a Caxias buscando
auxílio no Maranhão. O auxílio não chegou a Fidié mais tarde foi preso e
enviado a Oeiras e de lá seguiu para o Rio de Janeiro.
* JOÃO JOSÉ DA CUNHA FIDIÉ
O major João José da Cunha Fidié, a bordo da charrua "Guerra
Africana" saiu de Lisboa com destino a São Luís e seguindo de lá, para
Oeiras.
Veterano de guerra, Fidié lutou contra as tropas de Napoleão Bonaparte. Ele
chegou ao Brasil a 8 de agosto de 1821, e tal foi a pressa de seu embarque, que
partiu sem ter recebido a devida ajuda do governo português para a viagem.
Logo após sua chegada tomou posse como chefe das Armas e tratou de criar
novos Corpos de Milícias.
A missão de Fidié era conservar o Maranhão e sua zona de influências
fiéis a Lisboa, em caso de emergência, pois Portugal sabia que a independência
do Brasil seria apenas uma questão de tempo.
O eco da independência agitava a província, atingia Parnaíba, Campo
Maior e Oeiras. Fidié recebeu "carta branca para agir".
Quando o grito de independência em Parnaíba mobilizou seu exército
para combater os independentes. Em Parnaíba marchou glorioso com o recuo dos
piauienses. Ao regressar a Oeiras, para combater o foco que surgiu em sua ausência,
enfrentou violenta batalha que culminou com sua derrota, não no combate
propriamente dito, mas pela ausência de seu equipamento de guerra que fora
roubado, ficando impossibilitado de combater o movimento de independência que
agitava Oeiras. Fidié foi preso, mas não sofreu danos físicos.
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