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A BATALHA DO JENIPAPO

            Em Parnaíba, a 19 de outubro de 1822, é proclamada a Independência do Piauí, por Simplício Dias da Silva, João Cândido de Deus e Silva, Domingos Dias da Silva, José Meireles, Bernardo Antônio Saraiva, Ângelo da Costa Rosal, Bernardo de Freitas Caldas e Joaquim Timóteo de Brito e aclamado D. Pedro I como Imperador do Brasil.


            A 5 de novembro, chega em Oeiras a notícia do movimento. João José da Cunha Fidié, chefe das armas é designado a seguir a Parnaíba com todo o seu equipamento bélico, para sufocar o movimento.


            Fidié recebeu ajuda de tropas maranhense. Os independentes ao receberem notícias da vinda das tropas e não tendo condições de enfrentar Fidié em Parnaíba, recuaram e seguiram até o Ceará, a procura de elementos para ingressar no movimento.


            Fidié, após longa e exaustiva viagem, chega a Parnaíba sem disparar um só tiro.Glorioso, desfila com sua tropa pela cidade.


            Porém Oeiras, após a saída do chefe das armas, adere ao movimento da independência. Manoel de Sousa Martins se apodera da "máquina administrativa" da província e proclama a independência em Oeiras. Fidié é obrigado a voltar a Oeiras para restabelecer o Antigo Regime.


            Os independentes, refugiados próximos a Campo Maior, se preparam para o encontro com Fidié. Muitos cearenses e maranhenses ajudaram os piauienses no combate. Sem armas, sem munição, mas entusiasmados pelo patriotismo, enfrentaram Fidié com cerca de 1.200 combatentes (alguns portugueses e brasileiros fiéis a Portugal) bem armados e com onze peças de artilharia.


            A 13 de março de 1823, às 9:00 horas da manhã, sob sol abrasador, tem início uma das mais violentas batalhas pela independência do Brasil. A luta durou até às 14:00 horas. Várias tentativas foram feitas, mas a superioridade dos combatentes, as armas, as munições e a organização tornaram quase nula a ação dos patriotas que, sem condições, deixaram as margens do riacho Jenipapo depois de terem molhado heroicamente o solo piauiense com seu precioso sangue, em defesa da liberdade.


            Fidié perde alguns de seus homens, cerca de 80 combatentes, e sua bagagem de guerra é roubada. Segue, então, para Estanhado (União) e de lá para Caxias, buscando o apoio e ajuda do Maranhão. Era chefe das tropas independentes o capitão-mor José Pereira Figueira.


            Morreram nessa batalha cerca de 200 pessoas e ela é considerada a maior batalha sangrenta da Independência.