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A Capitania do Piauí As terras do Estado do Piauí, de 1635 a 1714, pertenciam ora à província de Pernambuco, ora à província da Bahia. Em 1715 passaram à jurisdição do Maranhão. Em 1695 surgiu, no sertão piauiense, o primeiro padre que fundou a pequena Capela de Nossa Senhora da Vitória, que deu origem ao povoado. Em 1712 o povoado foi elevado à categoria de vila, e sua “instalação solene” demorou cerca de cinco anos, ocorrendo em 1717. Em 1718 separou-se do Maranhão, quando então foi criada a capitania do Piauí. Em 1759 tornou-se sede do governo, ainda como vila. Recebeu o primeiro governador João Pereira Caldas. Em 1761 a vila passou à cidade e capital da capitania e a 13 de novembro do mesmo ano, por imposição do governador, passou a chamar-se Oeiras do Piauí e a capitania recebeu o nome de São José do Piauí. O nome da cidade é uma homenagem “ao todo poderoso primeiro Ministro do Reino, então Conde de Oeiras, o futuro Marquês do Pombal”. A Capitania recebeu este nome em homenagem a D. José I, rei de Portugal. A Vila da Mocha: Mocha foi a primeira vila do Estado do Piauí. Situada entre morros e às margens do riacho Mocha, Domingos Afonso Mafrense instalou sua Fazenda “Cabrobó”. Algum tempo depois, o padre Miguel Carvalho fundou próximo à fazenda, a capela que serviu como sede da freguesia de Nossa Senhora da Vitória. O local progrediu. Em 1717 a freguesia foi elevada à categoria de vila e recebeu o nome de vila de Mocha. Foi criada a comarca do Piauí, sendo o primeiro-ouvidor Vicente Leite Ripado. Mocha cresceu, vieram famílias do Maranhão, multiplicaram-se os rebanhos de gado cavalar e vacum, que dentro em pouco eram exportados para outras regiões do Brasil. Oeiras, como cidade, floresceu rapidamente, tornando-se o centro mais importante do Piauí. Mais tarde, com a mudança da capital para outro local, a importância de Oeiras diminuiu. Por tudo isso que acabamos de ver, a cidade de Oeiras pode ser considerada como marco histórico da civilização piauiense. Transferência da Capital: Desde os tempos coloniais, pensava-se em mudar esta capital para outro local, pela dificuldade de comunicação existente que prejudicava a ação do governo e o comércio. Apesar dos justos motivos, a transferência só se fez muito tempo depois, no ano de 1851, graças ao Conselheiro Dr. José Antônio Saraiva que, assumindo o governo da província, escolheu pessoalmente o local, com o desejo de erguer a Nova Vila do Poti e, posteriormente, instalara a capital. O local indicado foi a chapada do Corisco, assim denominada em virtude dos raios e trovoadas que ocorrem durante o inverno, época das chuvas. Pouco depois surgiram as primeiras casas e Igreja de Nossa Senhora do Amparo. No ano seguinte, a Nova Vila do Poti foi elevada à categoria de cidade, com o nome de Teresina, em homenagem a D. Teresa Cristina - Imperatriz do Brasil e esposa de D. Pedro II. A instalação definitiva da capital foi feita no dia 16 de agosto de 1852. O progresso da cidade logo se fez sentir e, após a Proclamação da República, Teresina já se constituía em movimentado centro comercial, além de centralizar toda a vida política do Estado. A Capital Piauiense: Teresina limitava-se com as cidades de União, José de Freitas, Altos, Demerval Lobão, Monsenhor Gil, Palmeirais e o Estado do Maranhão. Está situada no “Polígono das Secas”. Apresenta clima quente e úmido. Seus principais acidentes geográficos são os rios Parnaíba e Poti, na confluência dos quais se localiza a cidade. Nossa capital apresenta ruas com traçados regulares. É bem arborizada, por isso denominada “Cidade Verde” por Coelho Neto, escritor maranhense, e tem grande número de praças ajardinadas destacando-se Pedro II, Rio Branco, Landri Sales, Marechal Deodoro, João Luís Ferreira, Praça Monumento da Costa e Silva e Praça Saraiva. Como destaque ainda encontramos duas grandes pontes sobre o rio Parnaíba ligando o Piauí ao Maranhão. Teresina conta com estátuas, monumentos, Igrejas dos primeiros dias da cidade, Palácio do Governo - Karnak -, o estádio Albertão, Centro de Convenções, Centro Administrativo onde estão localizadas as Secretarias Estaduais, Centro de Treinamento da EMATER - PI. Possui estações de rádio, televisão, cinemas, museus, bibliotecas, jornais e teatros. No setor industrial, Teresina apresenta o Tripé econômico constituído pela industria de transformação, a pecuária e a extração de produtos naturais. Principais cidades piauienses: As principais cidade piauienses são: Teresina (Capital), Parnaíba, Picos, Campo Maior, São Raimundo Nonato, Piripiri, Oeiras e Floriano. Parnaíba: É chamada de princesa do Igaraçu. Como atrativo oferece aos visitantes a tão famosa Praia da Pedra do Sal. Picos: De grande importância econômica para o Piauí, é considerada atualmente a cidade interiorana que mais promete em termos de futuro em nosso Estado, sendo o maior entroncamento rodoviário do Nordeste, ponto de partida da Transamazônica. Campo Maior: Situada às margens do rio Longá, esta cidade se destaca pelo comércio de gado e cera de carnaúba. Foi palco da batalha do Jenipapo em 1823. São Raimundo Nonato: Apresenta vários pontos pitorescos, destacando-se o desfiladeiro da Serra da Capivara com suas grutas. É reconhecido como a mais desenvolvida cidade do extremo sul do Estado. Piripiri: Situada na micro-região de Campo Maior, possibilita a ligação entre Teresina e Fortaleza. É importante estação ferroviária situada a meio caminho entre Teresina e Parnaíba. Oeiras: Originada de uma fazenda de gado, localiza-se às margens do riacho Mocha, no centro do Estado. Foi a primeira capital do Estado do Piauí. Floriano: Realiza grande movimento de compra e venda com centros urbanos menores, localizados no Sudeste maranhense e Sul do Piauí. Com o aparecimento das rodovias Transamazônica e Transpiauí, esta última construída pelo Governo do Estado, houve o crescimento do comércio. |
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