Menu PiauiHP

Página Principal
Faça sua H.P.
Conheça o Piauí
Cartões do Piauí
Busca
Seção Mail Grátis
Álbum Fotográfico
Sites Selecionados
História da Internet
História do Brasil
Bate - Papo
Special Help
Contate-me

 Menu PiauiHP

 

 

 

BRASIL 500 ANOS - SUA HISTÓRIA  É UM CONTO POPULAR

CAPÍTULO 5
BRASIL SEGUNDO REINADO 
1840 - 1889
O PODER DOS LATIFUNDIÁRIOS
(SENHOR DE ENGENHO)



               O Segundo Reinado foi a época de menos turbulência no Brasil Imperial, é que a classe dominante, dia a dia, ia consolidando o seu domínio político . O poder econômico, eles já possuíam . As revoltas e as rebeliões , as contestações e motins, eram controlados e contidos com mais facilidade. O Estado era forte . 
               Àquela época, já se afirmava que "nada mais liberal que um conservador na oposição, nada mais conservador que um liberal no governo". 
               Os partidos Liberal e Conservador representavam a aristocracia, com características análogas. O que mais parecia com um político liberal era um político conservador . Sob a hegemonia dos latifundiários do Sudeste , o Brasil era Imperial , mas com um Parlamentarismo "às avessas": o Imperador reinava, e os latifundiários governavam . 
               No Segundo Reinado , o café já era o principal produto de exportação. Cultivá-lo não exigia investimentos altos, como a cana-de-açúcar. No Sudeste havia clima e solo ideais. Com o declínio da mineração, Minas Gerais se voltou para a plantação do café . São Paulo investiu no favorecimento do seu solo e expandiu a plantação do café. No Rio de Janeiro, o café espalhou-se ao norte até Campos , ao sul até Vassouras , no Vale do Paraíba . Em 1861 , o Brasil teve saldo positivo na balança comercial ( o país exportava mais do que importava ) , graças ao café.
               A República estava vindo à luz , como resultado de profundas mudanças econômicas , políticas e sociais que estavam ocorrendo no País.


BRASIL
D. PEDRO II 
1840 - 1889



               No ano de 1840, houve festa por todo o País, principalmente nos salões e clubes das classes sociais ricas. Estavam comemorando a coroação do jovem Imperador, D. Pedro II . O País passou a ter menos turbulência , em comparação com a instabilidade política regencial . A tranqüilidade do Segundo Império deve-se ao fato de a classe dominante ter conseguido consolidar o seu domínio. As revoltas liberais , as contestações e as rebeliões populares eram controladas , contidas.
               A aristocracia fazia valer seu projeto: constituir um Estado que atendesse a seus interesses econômicos e políticos, e assegurar seu domínio. Como conseguiu isso? Promovendo uma perseguição implacável contra os liberais exaltados. O Exército e a Guarda Nacional praticavam arbitrariedades: prisões, torturas e assassinatos. As medalhas vinham sujas de sangue.
               No Segundo Reinado , o Imperador tinha poder apenas simbólico. O mecanismo parlamentar reforçava tal imagem. O Partido Liberal e o Partido Conservador representavam a classe dominante, a aristocracia escravista. Quanto mais passava o tempo , mais eles ficavam semelhantes. Consolidando o adágio : "Ninguém é mais liberal que um conservador na oposição , nem mais conservador que um liberal no governo" .
               A conciliação nacional veio com a hegemonia dos cafeicultores do Sudeste ( São Paulo, Rio de janeiro e Minas Gerais ). A classe dominante criava um clima de consenso : O Imperador ficava com o papel de protetor do Brasil , governante imparcial , Imperador de todos os brasileiros; todavia , o poder político alternava-se entre os partidos Liberal e Conservador. 


CRONOLOGIA


                              1848

               Os latifundiários, que tinham enriquecido sem participar do esquema imperial, e a classe média urbana, com a participação dos camponeses e peões ( que entraram na briga apenas por comida melhor e um dinheirinho extra ), fizeram a Revolução Praieira , em Pernambuco. As tropas do Governo Imperial efetuaram fuzilamento em massa. Depois de várias pessoas do "povão" serem assassinadas , o Governo anistiou os latifundiários envolvidos.

               Neste mesmo ano, o Barão de Mauá , Irineu Evangelista de Sousa, inicia a fundição de ferro e bronze. Fabricava tampões de ferro e tubos para encanamento de gás. Chegando a construir setenta e dois navios e empregar mil operários. O empreendimento não foi a pique , porque a Coroa, antecipando uma prática que viraria rotina neste país, fez vultosas encomendas e não honrou os compromissos. Ironia da história : o Barão morreu pobre.



                              1850

               Com a proibição do comércio de escravos , o dinheiro do tráfico é jogado em atividades produtivas . A indústria têxtil emprega 3.000 pessoas. O parque gráfico se expande. Os engenhos se modernizam. A metalúrgica progride. Todavia, a economia ainda se encontra tristemente atrelada ao trabalho escravo.

                              1851

               A economia do Nordeste era doce para os latifundiários donos de engenhos e um bagaço amargo para a classe trabalhadora. Os fazendeiros nordestinos, buscando ganhar dinheiro vendendo escravos e brancos pobres para o Sudeste , tomavam as terras dos posseiros. O Estado fez até um senso, a fim de saber quem não estava trabalhando no Nordeste , para ser enviado à cultura cafeeira do Sudeste. Nos sertões de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Ceará, "a gente miúda e sem posição social" revoltara-se : Revolta do Ronco da abelha. Batalhões de artilharia e de infantaria vieram de Recife , para calar o povão, e conseguiram.


                              1861

               Herman Treodor Lundgren, um imigrante suíço , que ganhava a vida como intérprete no posto do Recife, inaugura, em Cabo - Pernambuco , a primeira fábrica de pólvora do país .


                              1871


               A lei Rio Branco , conhecida como Lei do Ventre Livre , diz : " todos os escravos nascidos a partir desta data só serão escravos até os oito anos". A partir daquela data ( 8 anos) o dono do escravo optaria por receber 600 mil réis de indenização do governo e libertá-lo , ou usá-lo como escravo até os 21 anos.


                              1874

               O impostos caíam sobre os pobres como tamanduás comendo formigueiros. Até para vender um produto qualquer na feira, pagava-se imposto ( imposto do chão ) , se não pagasse levava multa pesada. Mas a coisa ficou mais séria , o governo anunciou que as antigas medidas ( arroba , farda e alqueire ) não podiam mais ser usadas , pois seriam substituídas pelo metro e quilograma . Os sertanejos se revoltaram ( Revolta do Quebra-quilos - 1874/75 ). A raiva, na verdade, era contra o governo , com suas imposições arbitrárias. Quando o pau cantou , foi o povão quem sofreu. 


                              1875


               O povo era controlado através de recrutamento militar , indivíduos insatisfeitos e rebeldes eram convocados e podiam ficar anos servindo o Exército do Governo Imperial. Essa ausência trazia dificuldades para muitas famílias. Esposas , mães e irmãs revoltadas invadiram os escritórios públicos nas cidades do interior nordestino para destruírem documentos de alistamento. Mas as tropas governamentais mostraram que "lugar de mulher é em casa" ( Guerra das Mulheres ) . 


                              1885

               A lei Saraiva-Cotegipe, conhecida por "Sexagenários", liberta os escravos aos 60 anos de idade, desde que ele trabalhasse mais 3 anos de graça para o seu dono, ou o Governo pagasse a indenização ao proprietário pela libertação . 
               Essa lei teve pouco, ou mesmo nenhum, efeito prático. A vida árdua e os duros castigos impostos aos escravos, raramente os permitia atingir 60 anos. Além disso, terminou funcionando como um alívio aos seus senhores, já que os poucos escravos sexagenários não mais serviam para o trabalho braçal, velhos e doentes, era uma fonte de despesas. Assim , a lei Saraiva-Cotegipe livrou-os de um ônus. 

                              1888

               A Monarquia, tentando recuperar a popularidade, assina a Lei Áurea ( Princesa Isabel ). Na Corte, um grande baile de comemoração. Os negros só puderam entrar como criados. Até no dia de sua liberdade foram discriminados.


                              1889

               Os poderosos fazendeiros já não apoiavam o Imperador, porque este havia permitido a abolição da escravatura , e eles, com isso, tinham tido muito prejuízo.
               A Igreja Católica também estava descontente. O catolicismo era a religião oficial do Brasil, e a Igreja recebia dinheiro do governo, era isenta de pagar impostos e gozava de muitos privilégios. Só que em troca , o governo se achava no direito de dar opiniões sobre o que a Igreja deveria fazer. Daí resultaram desentendimentos entre o governo e alguns bispos.
               Era proibido aos militares falar ou escrever sobre política, sem licença do Governo Imperial. Naquele tempo , já se achava que os militares não deveriam se intrometer na política, pois eles poderiam acabar usando as armas para impor suas opiniões.
               Outros seguimentos da sociedade achavam que o Brasil não devia ter reis nem imperadores, porque, junto com eles , quase sempre vive gente que não trabalha : os nobres .
               Por esses e outros motivos, foi Proclamada a República.