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BRASIL 500 ANOS - SUA HISTÓRIA
É UM CONTO POPULAR
UNIDADE - 5
O PODER DOS BANQUEIROS
(BANCOS PRIVADOS)
1985 - 2000
Sarney entrou na Presidência pelos fundos. " Como Presidente, não passou de um escritor, e como escritor não passa de um político".
Em 28 de fevereiro de 1986, foi anunciado o Plano Cruzado: substituição do Cruzeiro pelo Cruzado na proporção de 1000 para 1; congelamento das taxas de câmbio por tempo indeterminado; reajuste do salário mínimo pelo valor médio dos últimos seis meses , somado um abono de 8%; criado o gatilho salarial, pelo qual o reajuste dos salários ocorreria sempre que a inflação chegasse a 20%. O consumo explodiu, surge então o ágio. O País vive o mercado negro. Veio o Plano Cruzado II, o Governo caça boi nos pastos. O caos econômico vira rotina .
O povo brasileiro se mobiliza para demonstrar seu desejo de eleger pelo voto direto o presidente da República. Depois de quase trinta anos, a hora tinha chegado. Só que o Brasil assistiu de forma melancólica o desfecho do primeiro presidente eleito pelo voto popular.
A base de sustentação política de Collor era conservadora e procurava conter o avanço das esquerdas, e para isso foi necessário o apoio propagandístico dos meios de comunicação. O erro do povão foi acreditar que o ideal socialista estava ultrapassado e que o Capitalismo era o jeito ideal de viver . Coisa que continua acontecendo.
As circunstâncias de um governo de transitoriedade, levou Itamar Franco a manter o essencial da política em favor das classes dominantes. Que tinha como meta projetar a candidatura do futuro presidente. As articulações, o consenso conservador, em torno de uma candidatura que impedisse a chegada de um operário brasileiro à Presidência da República.
As elites brasileiras já tinham em quem votar nas eleições de 1994. O Brasil continuava destinado a ser governado pela burguesia. FHC se identificava com as exigências da modernização, com a construção de um Brasil onde as empresas estatais são fardos pesados e obsoletos. O País precisava ler a cartilha do Neoliberalismo para entrarmos na era da globalização.
Para manter a estabilidade do Plano Real, em seu segundo governo, FHC adotou duas medidas: abriu a economia a produtos estrangeiros que gerou déficit na balança comercial, aumentando, assim, nossa dívida externa; manteve juros altos, que afetou a produção e causou desemprego.
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