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BRASIL 500 ANOS - SUA HISTÓRIA É UM CONTO
POPULAR
CICLOS DO PODER
Brasil
– 500 anos. Sua História é um
conto popular. Não é
um livro com fim didático, mas
uma reflexão
histórica; onde
a História do Brasil é, cronologicamente, mostrada através dos
ciclos do poder: Senhor de Engenho, Cafeicultor, Industrial,
Militar
e Banqueiro.
É uma viagem no trem da história,
para nos conscientizarmos de
que a classe operária se atrasou na
partida e teve que se acomodar no
último vagão.
Mesmo fazendo
questionamento da ideologia
dominante, buscando
caminhos opostos, teve
que conter
seu inconformismo e,
por opressão, fingir que se
deixou seduzir pelo patronato.
Do
Brasil Colonial até próximo do término
do Imperialismo, o Senhor
de Engenho
mantinha o poder econômico
, e
todas as
medidas políticas
monárquicas eram
canalizadas para
beneficiá-lo . Com
a Proclamação
da República,
veio a
ascensão do Cafeicultor
, que
passou a ter
peso econômico e político.
A riqueza no Brasil
mudava de dono, mas o País
continuava nas mãos dos latifundiários com
sua política agrária. Com a Revolução
de 1930,
termina o Ciclo
da Política do Café-com-leite. Getúlio Vargas chega ao poder
e com ele a burguesia
em ascensão
econômica. Os industriais tiveram
seu momento de esplendor,
no governo
de Juscelino
Kubitscheck. Com a Revolução
de 1964,
o País passa
a ser o paraíso do
estatismo, e
os militares conseguem,
com mão de ferro, manter o poder político.
Em 1985 ,
raia a Nova
República, com sua
transição, recessão
e todas as medidas
econômicas que são
bem-vindas aos lucros dos bancos,
principalmente dos particulares.
É
necessário mobilizar para se
criar novas
perspectivas. Sabe-se que o
sindicato nasceu por
desejo do Governo
e não por vontade do
trabalhador. Para
evitar que as
classes vivam
atreladas ao poder ou partidos
políticos e instituições religiosas, são
necessários desviarem-se da rota para
que possam trilhar em
novos caminhos, onde pessoas
( a serviços de organizações não
sindicais) não sejam manipuladas
e transformadas em dirigentes
sindicais.
Nossa
legislação trabalhista é
castradora; nosso
sindicalismo, fragmentado. E muitas vezes,
serve como
cabide de empregos.
O próprio trabalhador brasileiro,
em geral, vive
induzido pela
ideologia de que
só serve
para produzir e que não
deve participar
ativamente da política.
Vejamos
o caso
da Igreja.
Por ter
optado pelos pobres e
oprimidos. Mas tem sua
parcela de
culpa , pois historicamente
nunca esteve ao lado da classe operária. Como instituição, esteve sempre
ao lado do Poder. De certa forma,
compartilhou com o sistema, para que o trabalhador brasileiro
vivesse sempre
iludido e de forma vulnerável.
Não
vou pregar o maniqueísmo
( os
ricos são maus e
os pobres são bons). Mas,
é necessário admitir que
é maldosa a distribuição de renda
no Brasil. O salário
só será inflacionário, se
ele se sobrepuser
à produtividade; e o trabalhador só
terá um salário justo, quando ele
viver ou, pelo menos,
sobreviver dignamente.
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