|
Simplício Mendes
1.1 ORIGEM E EVOLUÇÃO
O Município de Simplício Mendes teve origem pelos anos de 1761 e 1762, quando Domingos Afonso Mafrense instalou sua primeira fazenda de gado no lugar denominado Poções. Situava-se no vale do
Canidé, uma das primeiras regiões desbravadas pelas bandeiras, organizadas pela casa da Torre de Garcia d'Ávila, da Bahia, à qual pertencia Mafrense. A povoação do lugar fez-se demoradamente, devido suas terras serem áridas e menos férteis.
A descoberta da maniçoba no sul do Estado, nos anos de 1897 - 1898 no sítio Canabrava, deste
município, atraiu grande número de forasteiros que vinham extrair o precioso látex ou explorar o seu comércio remunerado. Com o crescimento do comércio foram instituídas as feiras da maniçoba, simples latadas onde se reuniam estratores e compradores de borracha.
Pela sua admirável situação, próxima aos grande maniçobais das chapadas do fidalgo, assim como das fazendas de gado do Vale do Canidé, e ainda, pela extraordinária fertilidade dos baixões que a circundavam, a feira do Barreiro Branco, no local deste nome, na fazenda Formiga, dentro em pouco, o povoado Caridade, sediada em Crato, no Ceará, e depois adquirido para patrimônio do Município e localização da sede.
No governo do Dr. Álvoro Mendes foi o povoado elevado à categoria de vila e município, através da Lei estadual nº 376, de 15 de julho de 1905, recebendo a denominação de Simplício Mendes, m homenagem ao grande médico piauiense, Dr. Simplício de Sousa Mendes. Seu território foi desmembrado dos municípios de Oeiras e São João do Piauí, ficando seu termo judiciário anexado à comarca de Oeiras, a 15 de novembro daquele ano ocorreu a instalação oficial do município, sendo o ato
precedido pelo Coronel Alano Belesa, Juiz Distrital de Oeiras no exercício de Juiz de Direito. Pelo Decreto Estadual nº 1. 279, de 26 junho de 1931, Simplício Mendes perdeu sua autonomia administrativa, passando seu território a integrar o de Oeiras, assim permanecendo até 4 de setembro de 1933, quando, através do Decreto Estadual nº 1.478, desse mesmo ano, recuperou sua independência política, permanecendo em Oeiras o seu termo judiciário. Através do Decreto Estadual nº 147, de 15 de dezembro de 1938, foi elevado à categoria de cidade e à de comarca, por força do Decreto Estadual nº 247, de 1º de março de 1940.
O seu atual quadro administrativo e judiciário se constitui de comarca de 2ª entrância, integrada por um distrito judiciário, município e distrito administrativo.
1.2 - MANIFESTAÇÕES FOLCLÓRICAS E RELIGIOSAS
As principais festas populares são de caráter religioso: festa do Sagrado Coração de Jesus, padroeiro da cidade, realizada em junho; festa do Divino Espírito Santo, em setembro. Há desobrigas nos povoados e em algumas fazendas do município, destacando-se a festa do Santo Inácio, realizada a 31 de julho na capela do povoado Brejo da Santo Inácio. Destacam-se ainda as festas de São João e Natal, além dos tradicionais reisadas.
2.1 - GEOLOGIA, GEOMORFOLOGIA E HIDROGRAFIA
A formação geológica da região data do período voniano constituída pelas formações Cabeça e Pimenteiras.
Abrangendo uma considerável área do município, destaca-se a formação Cabeças, composta por arenitos creme- avermelhados, médio a grosseiros, leitos espessos com
estratificação cruzada.
A Leste e a Sudoeste do município, aflora a formação pimenteiras, caracterizada pela presença de folhelhos e siltitos marrons, cinza-escuros e pretos micáceos em níveis de cólitos piritosos com intercalações de arenito, principalmente no topo.
As formas do relevo predominantes da área são as superfícies estruturais
pediplanadas, constituídas de extensos vales interplanálticos pedimentados, verificando-se algumas áreas muito dessecadas devido a erosão.
Envolvendo em maior escala a parte Sudeste do Município, encontra-se superfícies tabulares estruturais submetidas a processos de pedimentação em chapadas geralmente leníticas, custiformes ou não, limitadas por rebordos
festinados, localmente dissimulados por pedimentos.
A sede municipal localiza-se em uma área onde se armam os dissecados em ravinas e vales encaixados.
Aparecem a Noroeste e a Sudeste, pequenas porções de vales pedimentados e interplnálticos com pedimentos bastantes conservados, que se convergem geralmente sem ruptura de declive para a calha fluvial muito raramente em processos de retomada de erosão.
Com referência a sua rede de drenagem , observa-se a presença do rio Fidalgo que corta o Município no sentido Sul a Noroeste.
Destaca-se, também, a Norte do Município as cabeceiras do rio Tranqueira e riacho do Meio.
2.2 - PEDOLOGIA E VEGETAÇÃO
A região é predominantemente caracterizada por solos
areno-quartzosos, onde se encontram areias quartzosas e solos litólicos.
Verifica-se em pequena escala, a Sul e Nordeste do Município, solos pouco desenvolvidos que são apenas os solos litólicos e areias
quartzosas.
Os solos com horizontes B latossólico (não hidromórficos) ocupam reduzidas áreas a Sudeste da região que são os latossolos vermelhos-amarelo com textura média as areias
quartzosas.
A vegetação da caatinga arbórea extensiva a toda parte Leste e Sudeste do Município, surgindo pequenas manchas a Norte e Oeste.
Observa-se a caatinga arbustiva recobrindo grandes porções a Norte, Nordeste e Oeste da região.
2.3 - CLIMA
De acordo com a classificação do
KÖPPEN, o clima de Simplício Mendes é tipo Bshw quente e semi-árido, apresentando estação chuvosa principalmente no verão e estação chuvosa principal no verão e estação chuvosa secundária no outono. Os meses mais chuvosos são os de dezembro a
a março ou abril, sendo que o mês de maior quantidade pluviométrica é o mês de março.
O período mais seco vai de maio a outubro ou novembro.
A média anual de precipitação varia entre 500 e 1000mm, e a temperatura fica entre 21º a 28ºC.
Varia de 60% a 70% sua umidade relativa. Tendo seu índice de
umidez moderado nos anos chuvosos e relativamente elevado nos anos secos, mas como se trata de área semi-árida, inexistente o perigo de enchentes, havendo somente o de secas.
|